... E Deus se Encantou

Quando abrimos a Bíblia em seu primeiro livro, logo percebemos um lance surpreendente que revela uma reação do Criador. Na medida em que se vai narrando a criação em forma de hino, repete-se com insistência: “... e Deus viu que isso era bom!” Imagino um artista ao terminar de pintar uma tela. Olha de longo e se encanta pelo que fez. Penso num artesão que fica feliz por ter conseguido concretizar um sonho.

Deus sonhou e concretizou!

Deus amou e comunicou amor em todas as suas obras!

Deus colocou seu encanto no coração da vida!

Se o firmamento e as águas, os peixes e as aves, a terra, as árvores e os frutos, a luz, o dia e a noite, tudo era bom, quando criou o homem “à sua imagem e semelhança”, diz o Santo livro que Deus se encantou ainda mais e “era muito bom!”. Quando entramos no coração da vida sintonizamos com Deus se encantando com a obra de suas mãos, expressão de seu amor criativo.

No coração da vida podemos olhar de modo diferente a nós mesmo, as pessoas que vivem em nossa casa e os que cruzam em nosso caminho.  No coração da vida vamos percebendo como é grande e admirável ser pessoa, este ser que foi capaz de despertar o entusiasmo de Deus.

Seria um absurdo imaginar um Deus Criador decepcionado com sua obra prima de amor. Realmente Deus se entusiasmou quando sua imagem e semelhança se concretizou em vida humana. Em nossa profissão de fé, não podemos esquecer esta relação de encantamento e credibilidade. Não cremos num Deus frio e calculista, insensível e indiferente. Cremos num Deus entusiasmado e encantado, sempre bem relacionado com tudo e com todos. Cremos num Deus otimista e alegre.

Se ao olharmos para o lado de Deus, confirmamos o encantamento e o entusiasmo, mas se olharmos para o nosso lado percebemos pouco entusiasmo dos humanos por si mesmos. O que se passa dentro de nós? Como está a nossa auto estima e a estima pelos outros? Que tipo clima respiramos ao nosso redor?

Tem-se a impressão que o foco de encantamento dos humanos está deslocado. Se a modernidade centrou seu entusiasmo nas obras geradas pela ciência e a
técnica, a pós modernidade está se dando conta de que o coração da vida experimenta um duro abandono e desvalorização.

Não é o caso  de exorcizar o progresso, menos ainda deixar-nos paralisar pela saudade. Parece-nos de todo conveniente que façamos uma séria revisão de nossa vivência de fé. Necessitamos, com carinho, prestar atenção ao coração da vida, onde Deus continua nos criando e investindo em seu entusiasmo e encantamento. Há um feixe de relações que precisam ser revistas e ajustadas e redimidas.

Não se pode mais ir adiante, na fé e na vida, movidos por preconceitos de Deus. No coração da vida, a fonte continua jorrando, as razões do entusiasmo de Deus continuam sempre atuais. Necessitamos crer que Deus acredita em nós!

... E DEUS SE ENCANTOU

 

         Quando abrimos a Bíblia em seu primeiro livro, logo percebemos um lance surpreendente que revela uma reação do Criador. Na medida em que se vai narrando a criação em forma de hino, repete-se com insistência: “... e Deus viu que isso era bom!” Imagino um artista ao terminar de pintar uma tela. Olha de longo e se encanta pelo que fez. Penso num artesão que fica feliz por ter conseguido concretizar um sonho.

            Deus sonhou e concretizou!

            Deus amou e comunicou amor em todas as suas obras!

            Deus colocou seu encanto no coração da vida!

            Se o firmamento e as águas, os peixes e as aves, a terra, as árvores e os frutos, a luz, o dia e a noite, tudo era bom, quando criou o homem “à sua imagem e semelhança”, diz o Santo livro que Deus se encantou ainda mais e “era muito bom!”. Quando entramos no coração da vida sintonizamos com Deus se encantando com a obra de suas mãos, expressão de seu amor criativo.

No coração da vida podemos olhar de modo diferente a nós mesmo, as pessoas que vivem em nossa casa e os que cruzam em nosso caminho.  No coração da vida vamos percebendo como é grande e admirável ser pessoa, este ser que foi capaz de despertar o entusiasmo de Deus.

            Seria um absurdo imaginar um Deus Criador decepcionado com sua obra prima de amor. Realmente Deus se entusiasmou quando sua imagem e semelhança se concretizou em vida humana. Em nossa profissão de fé, não podemos esquecer esta relação de encantamento e credibilidade. Não cremos num Deus frio e calculista, insensível e indiferente. Cremos num Deus entusiasmado e encantado, sempre bem relacionado com tudo e com todos. Cremos num Deus otimista e alegre.

            Se ao olharmos para o lado de Deus, confirmamos o encantamento e o entusiasmo, mas se olharmos para o nosso lado percebemos pouco entusiasmo dos humanos por si mesmos. O que se passa dentro de nós? Como está a nossa auto estima e a estima pelos outros? Que tipo clima respiramos ao nosso redor?

            Tem-se a impressão que o foco de encantamento dos humanos está deslocado. Se a modernidade centrou seu entusiasmo nas obras geradas pela ciência e a técnica, a pós modernidade está se dando conta de que o coração da vida experimenta um duro abandono e desvalorização.

            Não é o caso  de exorcizar o progresso, menos ainda deixar-nos paralisar pela saudade. Parece-nos de todo conveniente que façamos uma séria revisão de nossa vivência de fé. Necessitamos, com carinho, prestar atenção ao coração da vida, onde Deus continua nos criando e investindo em seu entusiasmo e encantamento. Há um feixe de relações que precisam ser revistas e ajustadas e redimidas.

Não se pode mais ir adiante, na fé e na vida, movidos por preconceitos de Deus. No coração da vida, a fonte continua jorrando, as razões do entusiasmo de Deus continuam sempre atuais. Necessitamos crer que Deus acredita em nós!